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Liberdade de expressão
Eu falei algo chocante
e eu sabia que era algo chocante pra se dizer.
Mas ninguém tem o direito de viver
sem ser chocado.
Ninguém tem o direito de passar sua vida toda
sem ser ofendido.
Ninguém precisa ler este livro.
Ninguém precisa pegá-lo.
Ninguém precisa abri-lo.
E mesmo se você abrir o livro e lê-lo,
você não precisa gostar dele.
E se você ler o livro e não gostar dele,
você não precisa calar-se a respeito.
Você pode escrever pra mim,
você pode reclamar do livro,
você pode escrever para a editora,
você pode escrever para os jornais,
você pode escrever seu próprio livro.
Você pode fazer tudo isso,
mas aí é onde seus direitos terminam.
Ninguém tem o direito de me impedir
de escrever este livro.
Ninguém tem o direito de impedir
que ele seja publicado, ou comercializado,
ou comprado, ou lido.
Isso é tudo que tenho a dizer a respeito.
Phillip Pullman
28/03/2010
Nasceu!
E com uma vitalidade que nem era tão esperada para uma primeira vez.
Nesta terça, dia 02, ocorreu o primeiro Encontro Fora do Eixo (www.encontrosforadoeixo.com). Evento que idealizei mas que só foi possível concretizar com as sugestões e o apoio fundamentais dos amigos Dennis (@denniscs) e Lourenço (@lounatico). Foi uma bela reunião de @s, com muitos amigos, muitos avatares que ganharam rostos (obrigado @foncati) e outros tantos colegas que se tornaram novos amigos (como o @julianocortez, entre outros).

Os Encontros Fora do Eixo são um ciclo de debates bimestrais sobre internet, inovação e empreendedorismo que pretende reunir os profissionais do mercado de internet de Campinas e região para trocar informações e fazer novos contatos de trabalho.
Ou seja, um evento feito pela rede (amigos, contatos, amigos de amigos), com a rede (divulgação via Twitter, emails, posts e boca-a-boca) e para a rede (foco nos próprios profissionais da região).
Nesta primeira edição, o tema foi A realidade fora do eixo: a visão das agências, com apresentações de Fábio Fonçati (@foncati), Rafael Duarte (@rafaduarte) e Cláudio Coelho, presidente da APADi (Associação Paulista das Agências Digitais).
A bela apresentação do Fonçati (agência Lampejos, Americana/SP) deu o tom do evento: estamos todos fora do eixo, afinal o que é “normal”? O fato é que não existe localização geográfica privilegiada quando o nosso foco está no aspecto humano. E não é exatamente isso que nos une e nos interliga no aspecto mais fundamental? Sensacional. O foco no humano é a dica para nos ligarmos no que realmente importa, quebrando regras, adequando os conteúdos e as tecnologias às necessidades reais das pessoas – e não o contrário, o homem a serviço da máquina. Simples e revelador, como um caleidoscópio.
Assim como Fonçati, Rafa Duarte (agência Ayres PP) também iniciou sua apresentação se dizendo fora do eixo, mas na verdade demonstrou que trabalha com o foco que Fonçati tanto enalteceu, ainda que no âmbito da publicidade tradicional. A Ayres encontrou seu nicho de mercado por ser capaz de entregar relevância e adequação a um público (pessoas novamente!) bastante específico. Um show de simplicidade e objetividade.
Após um animado intervalo com ótimos papos – e muito networking -, retomamos os trabalhos com a apresentação do Cláudio (agência Nocaute) que mostrou que a regra entre as agências digitais, mesmo em São Paulo, é estar fora do eixo, fora do normal, “fora da lei”. São Paulo possui 830 agências digitais, sendo que a maioria delas (82%) é de pequeno porte e está no interior do estado. Ou seja, são agências fora do eixo que, unidas, podem conquistar representatividade, força e, principalmente, novos negócios. O presidente da APADi também ressaltou a importância de se aculturar o mercado (outra vez o foco nas pessoas!) e apresentou o manual para concorrências digitais como um dos meios para disseminar esta consciência.
Ou seja, colocar as pessoas no centro das atenções é a fórmula infalível para se alcançar a tão almejada moeda de troca da internet: relevância.
O resultado do primeiro Fora do Eixo não podia ser melhor e deixou a certeza de que muitos outros virão. Estamos fora dos grandes centros, sim, mas centrados no mais importante: as pessoas.

Existem agências digitais e existem produtoras de sites.
Nada contra. Ambas são modelos de negócios totalmente válidos e lucrativos. Porém, contrariando muita gente, estão longe de ser sinônimos.
Começando pelo óbvio: as agências agenciam, fazem a intermediação entre clientes, fornecedores e meios (mídias). As produtoras produzem.
As agências focam seu trabalho no cliente do cliente, o consumidor final. Assim, se colocam ao lado do cliente na missão de impactar o público-alvo e conquistar os resultados almejados. As produtoras atendem o cliente, executam suas solicitações cegamente, sem outras considerações.
Agências trabalham em equipe, buscando proporcionar um clima de troca genuína de experiências, num ambiente descontraído e colaborativo. As produtoras privilegiam os empregados que executam sem questionar, cumpridores de ordens, maximizando resultados no menor espaço de tempo possível.
As agências privilegiam cabeças pensantes, pessoas criativas que estejam dispostas a encontrar soluções surpreendentes e inovadoras. As produtoras buscam funcionários descartáveis, facilmente substituíveis, que custem pouco mas produzam muito, de maneira padronizada e uniforme.
As agências admitem correr os riscos de perder e sempre buscam aprender com os erros e acertos. As produtoras insistem cegamente nos acertos, ainda que minguados e recheados de desacertos.
As agências investem em inovação. As produtoras evitam riscos, veneram a previsibilidade burocrática.
As produtoras de sites são as representantes tecnológicas do fordismo. Trabalho mecanizado, automatizado. Produtos conhecidos, uniformes. São luditas contemporâneas, prontas para destruir qualquer iniciativa de inovação e renovação. Fugere novitatis !
Produtoras apostam no passado e temem o futuro. Agências aprendem com o passado e investem no futuro.
Produtoras discursam. Agências agem.
Participar do Intercon é sempre uma experiência inspiradora. 2009 não foi diferente.
Eis algumas lições percebidas:
1. Não fique avaliando todas as possibilidades. Faça.
2. Suas impressões são importantes, mesmo que você não saiba porque ou para quem.
3. Compartilhamento do conhecimento e da autoria é alternativa real. Contribua.
4. Comunidade criativa e colaborativa: rede de idéias. O valor do humano.
5. O pior cego é aquele que não quer ver.
Pilha nova.
Palestra apresentada por mim na ESAMC em 04 de novembro.
Conteúdo: breve introdução à Arquitetura da Informação e suas relações com o Design. Importância de utilizar a AI para valorizar o Design, especialmente por democratizar o acesso e o uso de produtos de Design junto a um público cada vez maior.
Para fazer o download da apresentação, faça o login em www.slideshare.net (registro gratuito), clique em Menu e Download Presentation.
Obrigado à Érika, Dani, Ana Carolina e pessoal da Esamc. Foi uma oportunidade bem legal de conhecê-los e trocar idéias. Vamos nos falando.
jeancarlo cerasoli 2009 | powered by wordpress