EBAI 2010 | dia 1

Participar de eventos que reúnem profissionais de tecnologia é um mero exercício de “renovação da fé”? Encontros apenas para reclamar dos clientes e dos chefes antes de voltar à rotina diária?

É o que entende Renê de Paula, palestrante principal do primeiro dia do Encontra Brasileiro de Arquitetura da Informação, realizado hoje em São Paulo. Mas será?

As apresentações mais interessantes foram também as mais inquietantes, aquelas que apontavam as fronteiras do que está acontecendo neste mercado. E qual outro fórum oferece estas discussões aqui no Brasil?

Há mais perguntas que respostas.

Como a Arquitetura da Informação vai lidar com a computação ubíqua, questionou Carlos Gustavo na apresentação mais aguardada por mim neste primeiro dia (“Onde estão os botões? Os desafios das novas interfaces e a humanização das experiências”). E não decepcionou: Kinect, design emocional e muitos questionamentos. [ATUALIZAÇÃO – link para a apresentação: http://slidesha.re/ddGfcO]

Outra apresentação questionadora e bastante interessante tratou do Design Estratégico (Luciana Cattony e João de Freitas) e uma postura mais abrangente para o arquiteto da informação, focada no metaprojeto (o “projeto do projeto” em que se busca os porquês das escolhas). Aqui o design, entendido como cultura do projeto, atribui novos significados – inovação – aos produtos. Inevitável relacionar o conceito com as propostas do Design Thinking. [ATUALIZAÇÃO – link: http://slidesha.re/deEBAI10]

Feliphe Lavor trouxe também boas idéias sobre a Arquitetura da Escolha e as maneiras sutis (mas não menos podero$a$) como a arquitetura da informação pode influenciar num processo de tomada de decisões. Aliás, os questionamentos levantados por Lavor também podem ser perfeitamente aplicados às nossas escolhas cotidianas, a maneira diária como lidamos com problemas. Muito bom. [ATUALIZAÇÃO – link: http://tinyurl.com/33h22hy]

As reflexões sobre a Diversidade Cultural, apresentadas por Denise Pithan, e o levantamento etnográfico da internet entre mulheres da classe C, feito pela Predicta, também se destacaram.

Mas, concluindo, os temas deste primeiro dia foram realmente a postura mais estratégica que o arquiteto da informação pode e deve assumir dentro do processo e a importância do design emocional, com projetos humanizados, centrados nas pessoas reais.

Muito bom para um mero encontro de renovação de fé, não?

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