EBAI 2010 | dia 2

O segundo e último dia do Encontro Brasileiro de Arquitetura da Informação teve um perfil mais técnico que o primeiro.

O grande destaque da manhã foi a taxonomia, tanto na apresentação de Márcio Bezerra, da Federal da Paraíba, quanto na interessante apresentação de Geraldo Magela, do SEBRAE – um trabalho de 5 anos no desenvolvimento de uma taxonomia própria e eficiente para o site daquela instituição [ARTIGO]. Aliás, de uma forma descontraída Magela demonstrou concretamente a importância de buscas efetivas em casos de tratamentos de saúde.

Outro tema importante da manhã foi a usabilidade na TV Digital, tema de trabalho da Federal de Santa Catarina apresentado por João Costa. Discussão fundamental por seu potencial democratizante mas que ainda lembra muito os primórdios da internet no país. [APRESENTAÇÃO]

Merece menção também o trabalho da GoNow no sentido de desenvolver soluções próprias para mapas digitais, muitas vezes antecipando o próprio Google. [VIDEOS]

À tarde, as conversas se voltaram para o futuro de nossa profissão, com o já clássico tema do Fim da Web, apresentado por Emerson Niide, que mais uma vez ressaltou a crise de identidade da arquitetura da informação. Para ele, o caminho para os profissionais da área está em desenhar fluxos (ao invés de meros wireframes), planejar interfaces para seres comunicativos (reais ou virtuais) e continuar estimulando a colaboração. [VIDEOS]

A apresentação de Luciano Lobato avançou um pouco mais na discussão sobre o Design Estratégico do dia anterior propondo uma mudança na ênfase da Experiência do Usuário, com sua visão idealizada de satisfação “boazinha” do usuário, para uma postura mais pragmática de Design para o Comportamento, em que a arquitetura da informação reconheceria seu papel de influenciar condutas. [APRESENTAÇÃO].

Na sequencia, Gil Barros falou sobre as tendências no que se refere ao Design de Interação fora dos computadores, destacando suas experiências em quatro eventos que participou nos EUA. Barros buscou pontuar que a expertise do Design de Interação está intimamente ligado a um modo de fazer e não a uma tecnologia específica.

Por fim, Marcelo Oliveira falou sobre sua experiência à frente do Instituto Nokia de Tecnologia, especialmente no que diz respeito ao Design de Experiência do Usuário (UX Design). Marcelo ressaltou que o momento é de adeus às certezas, num ambiente em que o designer se adapta ao contexto, independente do meio. Assim, importa mais o fluxo de ações do usuário que o wireframe, sem abrir mão da consistência visual, que ainda é importante. Neste contexto, o Designer sempre vai projetar, refazendo muitas vezes a mesma interface até alcançar a solução ideal, num processo muito mais iterativo que interativo em que a prototipagem é fundamental.

Enfim, o 4º EBAI deixou claro que há mais incertezas que verdades e que a Arquitetura da Informação vive, mais uma vez, um momento de transição em que os profissionais do dia-a-dia são os protagonistas.

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