Fora do Eixo, mas não fora de foco

Nasceu!

E com uma vitalidade que nem era tão esperada para uma primeira vez.

Nesta terça, dia 02, ocorreu o primeiro Encontro Fora do Eixo (www.encontrosforadoeixo.com). Evento que idealizei mas que só foi possível concretizar com as sugestões e o apoio fundamentais dos amigos Dennis (@denniscs) e Lourenço (@lounatico). Foi uma bela reunião de @s, com muitos amigos, muitos avatares que ganharam rostos (obrigado @foncati) e outros tantos colegas que se tornaram novos amigos (como o @julianocortez, entre outros).

Os Encontros Fora do Eixo são um ciclo de debates bimestrais sobre internet, inovação e empreendedorismo que pretende reunir os profissionais do mercado de internet de Campinas e região para trocar informações e fazer novos contatos de trabalho.

Ou seja, um evento feito pela rede (amigos, contatos, amigos de amigos), com a rede (divulgação via Twitter, emails, posts e boca-a-boca) e para a rede (foco nos próprios profissionais da região).

Nesta primeira edição, o tema foi A realidade fora do eixo: a visão das agências, com apresentações de Fábio Fonçati (@foncati), Rafael Duarte (@rafaduarte) e Cláudio Coelho, presidente da APADi (Associação Paulista das Agências Digitais).

A bela apresentação do Fonçati (agência Lampejos, Americana/SP) deu o tom do evento: estamos todos fora do eixo, afinal o que é “normal”? O fato é que não existe localização geográfica privilegiada quando o nosso foco está no aspecto humano. E não é exatamente isso que nos une e nos interliga no aspecto mais fundamental? Sensacional. O foco no humano é a dica para nos ligarmos no que realmente importa, quebrando regras, adequando os conteúdos e as tecnologias às necessidades reais das pessoas – e não o contrário, o homem a serviço da máquina. Simples e revelador, como um caleidoscópio.

Assim como Fonçati, Rafa Duarte (agência Ayres PP) também iniciou sua apresentação se dizendo fora do eixo, mas na verdade demonstrou que trabalha com o foco que Fonçati tanto enalteceu, ainda que no âmbito da publicidade tradicional. A Ayres encontrou seu nicho de mercado por ser capaz de entregar relevância e adequação a um público (pessoas novamente!) bastante específico. Um show de simplicidade e objetividade.

Após um animado intervalo com ótimos papos – e muito networking -, retomamos os trabalhos com a apresentação do Cláudio (agência Nocaute) que mostrou que a regra entre as agências digitais, mesmo em São Paulo, é estar fora do eixo, fora do normal, “fora da lei”. São Paulo possui 830 agências digitais, sendo que a maioria delas (82%) é de pequeno porte e está no interior do estado. Ou seja, são agências fora do eixo que, unidas, podem conquistar representatividade, força e, principalmente, novos negócios. O presidente da APADi também ressaltou a importância de se aculturar o mercado (outra vez o foco nas pessoas!) e apresentou o manual para concorrências digitais como um dos meios para disseminar esta consciência.

Ou seja, colocar as pessoas no centro das atenções é a fórmula infalível para se alcançar a tão almejada moeda de troca da internet: relevância.

O resultado do primeiro Fora do Eixo não podia ser melhor e deixou a certeza de que muitos outros virão. Estamos fora dos grandes centros, sim, mas centrados no mais importante: as pessoas.

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